Champions League é do Manchester Maio 21, 2008
Posted by Redação CPJ in Futebol Internacional.Tags: Anderson, blues, campeão, Cech, Champions League, Chelsea, Cristiano Ronaldo, diabos vermelhos, Drogba, Essien, final, futebol, gol, John Terry, Kalou, Lampard, Manchester, pênalti, Ryan Giggs, Tevez, Van der Sar, Vidic
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Foi um jogaço, digno do maior campeonato de clubes do mundo. Dois grandes times, várias chances de gol e uma rivalidade acirrada pelos últimos confrontos entre os finalistas.
O Manchester fez um primeiro tempo primoroso, engoliu o Chelsea e saiu na frente com Cristiano Ronaldo. Os diabos vermelhos ainda perderam duas ótimas chances com o argentino Tevez, que poderiam ter decidido a partida.
Essas oportunidades fizeram muita falta, porque o castigo veio ainda na etapa inicial; um chute despretencioso de Essien sobrou nos pés de Lampard, que voltou a deixar o duelo em igualdade.
Na volta do intervalo, a final ficou mais equilibrada e também mais pegada, com muitas jogadas ríspidas e nervosismo acentuado entre os jogadores, algo pouco usual nas partidas européias. O Chelsea foi quem chegou mais perto da vitória após Drogba acertar a trave de Van der Sar, mas a partida caminhava para a prorrogação.
No tempo extra, o time londrino mandou mais uma bola no poste do Manchester, que respondeu em uma grande jogada pela esquerda. Com a meta vazia, o meia Ryan Giggs chutou a bola no centro do gol, mas ela foi desviada por um toque de cabeça do zagueiro Terry, que e se tornou o herói do jogo até aquele momento.
O segundo tempo da prorrogação foi com as equipes já exaustas e cautelosas, mas nem por isso menos tensas, pois Drogba foi expulso após se desentender com Vidic e deixou o Chelsea com um a menos já perto do final.
Depois de mais de 120 minutos de um jogo muito disputado, chegava a hora das penalidades.
A disputa estava empatada em 2 a 2 quando o principal nome do Manchester, Cristiano Ronaldo, mandou a bola em cima do goleiro Cech e deixou os diabos vermelhos em desvantagem.
As outras cobranças seguintes foram convertidas, deixando o placar em 3 a 3. A última e decisiva delas era de John Terry, capitão do Chelsea e o homem que salvou seu time da derrota no primeiro tempo da prorrogação.
A chance do time londrino conquistar um dos campeonatos mais cobiçados do planeta estava em seus pés. Experiente, o camisa 26 dos blues correu para a marca do pênalti, escorregou no gramando molhado e mandou a bola pelo lado esquerdo da meta, jogando literalmente para fora o título inédito do seu time.
Depois da falha de Terry, o brasileiro Anderson e Ryan Giggs marcaram para o Manchester, enquanto Kalou descontou para o Chelsea. O francês Anelka tinha a responsabilidade de empatar novamente a série, mas seu chute foi brilhantemente defendido pelo holandês Van der Sar, encerrando ali a história do jogo.
O Manchester se sagrava campeão da Champions League pela terceira vez, repetindo as glórias de 1968 e 1999. Dessa vez, um título invicto, irreparável, de um time que tem jogado o melhor futebol nos últimos tempos.
Ao Chelsea, time com pouca tradição internacional, restou a imagem do zagueiro Terry; ainda em campo, o jogador estava desolado, inconsolável e derramando as lágrimas do título que escapou por entre os dedos dos blues.
eu quero ser jogador do Manchester United